O nome dele é Zevs

Francês. Artista de rua. Grafiteiro.

 É o homem que saía pelas ruas fazendo intervenções artísticas com o rosto coberto por uma meia-calça com estampa de bicho, chapéu preto e macacão amarelo (o mesmo usado pelos trabalhadores da linha de trem que vai faz o trajeto Paris-EuroDisney.

Por que Zevs?

Alexander Platz, centro de Berlim. Abril de 2002, 5h30 da manhã. Um homem escala a estrutura por trás de um outdoor de grande escala da Lavazza e começa a recortar a modelo da foto com um estilete, contornando o seu corpo. Dobra a imagem, guarda dentro da mochila e vai embora, deixando apenas o que havia em volta dela no anúncio. Depois, entra em contato com a empresa italiana e exige dinheiro em troca da devolução da imagem que fez de refém. A empresa não paga e ele envia um dedo da modelo da foto. A empresa continua não pagando e a imagem começa a circular por galerias de arte.

Uma série de séries:

Electric Shadow“, que marca a sombra de objetos de grandes centros urbanos no pavimento e permite ao espectador redescobrí-los de um ângulo diferente.

Visual Attack“, um contra-ataque à propaganda que coloca marcas de tiros de revólver na cabeça de modelos em campanhas publicitárias.

Visual Violation“, que torna brancos os rostos de personalidades mundialmente famosas.

 “Liquidated Logo“, que faz escorrer os logos de marcas conhecidas na entrada de suas lojas (ou na das outras, vide o símbolo da Chanel que foi pintado na parede de uma butique da Giorgio Armani).

Além de “Proper Graffiti“, que usa um jato de água com alta pressão para desenhar em superfícies sujas, as “limpando”; “Invisible Grafitti“, que usa tintas especiais e faz com que o que foi grafitado seja invisível à luz do dia, e apareça somente sob luz negra; e “Graffiti Illumination“, que reproduz o efeito de raios luminosos.

Zevs participou do Pense Moda. Fez uma apresentação completa e comentada de seus trabalhos. Apesar da impressão ser a de que ele odeia o mundo da moda, de fato o seu “terrorismo poético” está mais voltado para a propaganda, a poluição visual, a presença maciça das logomarcas em nossas vidas.

Ousado e genial. Uma verdadeira guerra entre arte e publicidade. Eu particularmente, luto pelo lado da arte, e contra o extremo poder persuasivo publicitario. Mesmo atacando o ponto fraco de qualquer amante da moda.

Beeeijos. Cíntia

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